Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Além de EUA e China: outro país quer se tornar uma potência espacial

Além de EUA e China: outro país quer se tornar uma potência espacial

Enquanto China e Estados Unidos disputam quem vai chegar primeiro à Marte ou recolar o homem na Lua, um outro país coloca em prática um plano para se tornar uma potência espacial. Detalhe: trata-se de uma nação bem menos rica.

O Uzbequistão vai sediar o maior encontro da indústria espacial do mundo em 2028. As ambições espaciais do país asiático aceleraram desde o estabelecimento da Agência Uzbekcosmos, em 2019, que está reformulando as tecnologias espaciais.

A reportagem ainda cita que, ao longo de 2024, a Uzbekcosmos expandiu a escala e a precisão do monitoramento espacial nacional. Usando imagens de satélite de alta resolução e tecnologias de geoinformação, a agência examinou setores-chave como ecologia, geologia, agricultura e silvicultura, identificando mais de 100 mil possíveis irregularidades em todo o país.

Ao mesmo tempo, o país consolidou o seu quadro jurídico e institucional para o desenvolvimento espacial. Novas leis e decretos governamentais foram promulgados para regular as atividades espaciais nacionais, introduzir sistemas de monitoramento por radar para estabilidade sísmica em reservatórios e orientar a integração de tecnologias aeroespaciais em setores-chave da economia.

Nos próximos três anos, o Uzbequistão planeja expandir a educação espacial e a conscientização pública, incentivar universidades, ministérios e empresas privadas a participar de projetos relacionados ao espaço e inspirar jovens uzbeques a buscar ciência, tecnologia e inovação. A Uzbekcosmos também aprofundou a cooperação internacional por meio de parcerias e memorandos com instituições na China, Japão, Turquia, Azerbaijão e outras nações.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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