Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Ararinhas-azuis em extinção: aves de vida livre estão contaminadas com vírus letal e sem cura

Ararinhas-azuis em extinção: aves de vida livre estão contaminadas com vírus letal e sem cura

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) divulgou nesta semana os resultados dos exames realizados nas 11 ararinhas-azuis que viviam na natureza e foram recapturadas por suspeita de infecção. Todas elas testaram positivo para o circovírus.

A enfermidade não tem cura e costuma matar as aves na maioria dos casos. Uma investigação está sendo conduzida para identificar a origem do vírus.

As 11 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) foram repatriadas da Europa e estavam no Criadouro para Fins Conservacionistas do Programa de Reintrodução da Ararinha-Azul, em Curaçá (BA). Elas foram soltas na natureza em 2022.

No entanto, em maio deste ano, o ICMBio detectou o circovírus em uma das aves e instaurou um protocolo para impedir a disseminação para outros animais. As 11 aves soltas passaram por exames, que constataram a presença do vírus em todas.

Cláudia Sacramento, coordenadora da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias do ICMBio, que está no caso, comentou a situação:

Se as medidas de biossegurança tivessem sido atendidas com o rigor necessário e implementadas da forma correta, talvez a gente não tivesse saído de apenas um animal positivo para 11 indivíduos positivos para circovírus. O que a gente espera é que o ambiente não tenha sido comprometido, ameaçando a saúde de outras espécies de psitacídeos da nossa fauna,

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