
A caça de baleias levou muitas espécies à beira da extinção e foi proibida comercialmente no ano de 1986. Apesar disso, a prática continua de forma limitada em alguns países. É o caso da Noruega, Islândia e Japão.
Esta proibição também não se aplica para povos indígenas ao longo das costas oeste e norte do Alasca. Para estas populações, as baleias-da-groenlândia têm sido uma fonte vital de alimento há milênios. E a descoberta de um arpão de mais de 100 anos ajuda a contar essa história.
As baleias-da-groenlândia passam quase o tempo todo nas águas geladas do Ártico. Seus corpos maciços podem medir até 18,8 metros de comprimento. Além disso, pesam mais de 90 toneladas. Elas são capazes de reter o calor graças a uma camada de gordura de 50 centímetros.
Estas espécies foram severamente impactadas pela introdução da caça comercial generalizada. Rapidamente, a população caiu para cerca de três mil animais. A ameaça foi descartada após trabalhos de conservação e hoje existem cerca de 20 mil indivíduos.
Segundo pesquisadores, a descoberta do arpão, embora revele que a caça dos animais continua, é mais uma evidência da longevidade destas baleias. Eles acreditam que a espécie possa viver mais de 200 anos, sendo o mamífero de vida mais longa do planeta.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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