
A tripulação da Artemis 2 pôde, no fim desta segunda-feira (6), desfrutar de momento exclusivo: visualizar um eclipse solar total que não é observável da Terra.
O quarteto de astronautas acompanhou o fenômeno diretamente do espaço profundo, durante um sobrevoo no lado oculto da Lua.
O eclipse começou às 21h35 e terminou às 22h32 (horários de Brasília) — tempo este muito superior aos de eclipses observados na Terra —, cerca de 90 minutos após a espaçonave Orion atingir sua maior distância da Terra (cerca de 406 mil km), superando o recorde anterior da missão Apolo 13, em 1970.
“A Terra está tão brilhante lá fora, e a Lua está ali, pairando diante de nós, esse orbe negro à nossa frente, não diante da escuridão em si, mas do cinza que se mistura e se dissipa na escuridão”, disse o astronauta Victor Glover. “O brilho da Terra é muito distinto e cria uma ilusão visual bastante impressionante”, acrescentou. “Uau, é incrível.”
Glover também observou ser difícil capturar completamente o que eles estão vendo com as câmeras, descrevendo, em palavras, o efeito do brilho da Terra na Lua durante a escuridão do eclipse solar total.
“Depois de todos os lugares incríveis que vimos antes, entramos no mundo da ficção científica”, disse Glover. “É possível ver a maior parte da Lua. É mesmo. É a coisa mais estranha que se pode ver, com tanta coisa visível na superfície.” Ele também disse que a tripulação observou dois meteoros.
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