Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Artemis 2 lida com o risco invisível de erupções solares

Artemis 2 lida com o risco invisível de erupções solares

A missão Artemis 2, da NASA, marca o retorno de astronautas ao espaço profundo após mais de 50 anos. Durante cerca de dez dias, quatro tripulantes viajam ao redor da Lua, cruzando uma região além do campo magnético da Terra — uma barreira natural que normalmente protege o planeta contra radiação espacial.

Ao deixar essa proteção, a tripulação entra em um ambiente onde erupções solares podem liberar quantidades extremas de energia. Para reduzir riscos, a NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mantêm vigilância contínua do Sol, com monitoramento ativo 24 horas por dia.

A estratégia de segurança envolve uma rede de satélites distribuídos pelo sistema solar, que acompanham em tempo real eventos de meteorologia espacial. O foco está em partículas energéticas solares e fenômenos capazes de gerá-las.

Segundo Mary Aronne, responsável pelo escritório de análise de meteorologia espacial do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, o objetivo é identificar rapidamente qualquer evento que possa representar risco à missão.

Pouco antes do lançamento, em 1º de abril, o Sol produziu uma ejeção de massa coronal, liberando uma nuvem de plasma com partículas carregadas capazes de atravessar materiais e afetar tecidos vivos, incluindo o DNA.

Durante a missão, os astronautas ficam expostos a três tipos distintos de radiação. A primeira vem dos raios cósmicos galácticos, partículas de alta energia que chegam de fora do sistema solar.

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