
Uma descoberta de pesquisadores da Western Sydney University, na Austrália, pode representar um importante avanço no combate ao aquecimento global. Segundo o estudo, as plantas estão absorvendo cerca de 20% a mais de dióxido de carbono do que se pensava até então.
Os pesquisadores chegaram a conclusão usando uma modelagem ecológica realista. Eles adicionaram três fatores para atualizar o modelo atual, que consideraram impreciso: quão eficientemente o CO2 se move dentro de uma folha, como as plantas se ajustam às mudanças na temperatura ambiente e como distribuem os nutrientes de forma mais econômica.
O que descobrimos é que um modelo climático bem estabelecido que é usado para alimentar as avaliações climáticas globais pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) prevê uma absorção de carbono mais forte e sustentada até o final do século 21, quando estendido para dar conta do impacto de alguns processos fisiológicos críticos que governam como as plantas conduzem a fotossíntese.
Dessa forma, explicaram os cientistas, é possível analisar os efeitos do próprio aquecimento global na capacidade de absorção de CO2 das plantas. A forma mais complexa do modelo, apontada com a mais próxima da realidade, indicou que a vegetação poderia absorver cerca de 20% a mais de dióxido de carbono do que a fórmula mais simples previa.
Consideramos aspectos como a eficiência com que o dióxido de carbono pode se mover pelo interior da folha, como as plantas se ajustam às mudanças de temperatura e como as plantas distribuem nutrientes de forma mais econômica em sua copa. Esses são três mecanismos de resposta da planta realmente importantes que afetam a capacidade de uma planta de capturar carbono, mas são comumente ignorados na maioria dos modelos globais.
Pesquisas anteriores já haviam afirmado que as plantas potencializarão o processo de fotossíntese quando expostas a concentrações mais altas de CO2, desde que também tenham água suficiente para isso.
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