
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, os astronautas chineses Chen Dong, Chen Zhongrui e Wang Jie, membros da missão Shenzhou-20, estão em órbita há mais de seis meses. A cápsula trazendo o trio deveria retornar à Terra na última quarta-feira (5), mas a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) anunciou o cancelamento do pouso, sob suspeita de que a nave teria sido impactada por pequenos detritos espaciais, o que poderia tornar a viagem arriscada.
Nesta terça-feira (11), a CMSA publicou um comunicado breve sobre o status da tripulação. A agência afirmou que, seguindo os princípios de “vida e segurança em primeiro lugar”, medidas de emergência foram ativadas e os trabalhos seguem de forma organizada.
O comunicado, porém, não detalha qual problema a Shenzhou-20 enfrentou nem sua posição exata. Há especulações sobre um possível lançamento da cápsula Shenzhou-22, não tripulada, como substituta da nave danificada. Especialistas agora monitoram a situação e questionam o andamento do resgate.
Darren McKnight, especialista em detritos orbitais da LeoLabs, declarou ao site Space.com que a falta de transparência dificulta entender o que aconteceu. Ele destacou que a China costuma omitir informações para “não queimar cartucho”, mas lembra que o espaço é um ambiente coletivo, e a comunicação é importante para todos.
McKnight estuda há anos os impactos de detritos na órbita terrestre baixa, que podem prejudicar satélites e missões espaciais. Ele alerta que pequenas colisões podem ser sinais de problemas maiores, conhecidos como Síndrome de Kessler, quando detritos se multiplicam e aumentam o risco de acidentes no espaço.
Segundo o especialista, a falta de dados sobre eventos como o da Shenzhou-20 dificulta prever e planejar futuros incidentes. Ele lembra que, nas últimas duas décadas, várias missões de satélites comerciais foram afetadas por detritos, mas pouco se divulga sobre isso.
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