
Pela primeira vez, astrônomos encontraram evidências de que algumas das maiores estruturas do universo giram em uma escala de centenas de milhões de anos-luz. Caso comprovado, significaria que essa seria a maior estrutura rotativa já vista. A pesquisa foi publicada na Nature Astronomy.
A estrutura em questão é um filamento cósmico, uma formação longa e cilíndrica de matéria escura, que se estende pelo espaço intergaláctico, como uma espécie de ponte entre aglomerados de galáxias.
Esses filamentos são fios de uma vasta teia cósmica, por meio da qual galáxias e materiais usados na formação das estrelas são canalizados para os nós do aglomerado.
Isso significa que galáxias também podem ser encontradas ao longo do filamento, não apenas dentro dos aglomerados, o que dá aos cientistas uma ferramenta para identificar o movimento rotacional dentro do próprio filamento.
“Ao mapear o movimento das galáxias nessas enormes autoestradas cósmicas usando a Sloan Digital Sky Survey – uma pesquisa de centenas de milhares de galáxias – encontramos uma propriedade notável desses filamentos: eles giram”, disse o astrofísico Peng Wang, do Instituto Leibnitz de Astrofísica em Potsdam (AIP), na Alemanha
Os filamentos têm centenas de milhões de anos-luz de comprimento, mas apenas alguns milhões de anos-luz de diâmetro. Em escalas tão grandes, não somos capazes de ver as galáxias se movendo em tempo real. Mas, felizmente para nós, a luz de um objeto em movimento ainda o denuncia.
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