
Um estudo publicado nesta quarta-feira (6) na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences aponta que a atividade solar pode acelerar a queda de lixo espacial em direção à Terra.
Atualmente, a órbita terrestre abriga cerca de 130 milhões de fragmentos, incluindo satélites desativados, estágios de foguetes e destroços gerados por colisões.
Entender como esses objetos se movem no espaço é essencial para evitar acidentes em órbita. A nova pesquisa traz um avanço importante ao mostrar que períodos de maior atividade do Sol influenciam diretamente a velocidade com que esses detritos perdem altitude e reentram na atmosfera.
Segundo a autora principal do estudo, Ayisha Ashruf, do Centro Espacial Vikram Sarabhai, na Índia, foi identificada pela primeira vez uma relação clara entre níveis elevados de atividade solar e uma queda mais rápida dos objetos. Esse comportamento pode ser decisivo para o planejamento de missões espaciais mais seguras e sustentáveis.
Com o tempo, qualquer objeto em órbita tende a perder altitude. Satélites ativos e estações espaciais compensam essa perda com o uso de propulsores. Já o lixo espacial não possui esse controle e acaba sendo naturalmente puxado em direção à atmosfera terrestre.
Os pesquisadores analisaram o comportamento de 17 fragmentos de lixo espacial em órbita baixa ao longo de 36 anos. Esses objetos, lançados ainda na década de 1960, continuam sendo úteis para a ciência, ajudando a entender efeitos de longo prazo da interação entre o Sol e a atmosfera superior da Terra.
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