
O Universo é um espetáculo de movimento constante, no qual tudo gira: desde asteroides até planetas e buracos negros. Cada um tem sua própria taxa máxima de rotação, ditada por diferentes fatores. E um estudo descobriu que um buraco negro supermassivo na Via Láctea – galáxia onde a Terra fica – está girando a quase essa taxa máxima.
A pesquisa, publicada no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, analisou o buraco negro em questão por meio de observações de rádio e raios-X para estimar sua rotação. E os resultados surpreenderam os cientistas.
Compreender essas taxas de rotação é crucial para desvendar os mistérios e peculiaridades dos buracos negros, oferecendo insights valiosos sobre a natureza do espaço e do tempo em seu entorno.
Para a Terra, por exemplo, é a gravidade superficial que determina a velocidade máxima de rotação. Esta força centrífuga, combinada com a atração gravitacional, resulta numa diferença de peso entre o equador e os polos. No caso do nosso planeta, essa diferença é relativamente pequena, apenas 0,3%.
No entanto, em corpos celestes como Saturno, onde um dia dura apenas dez horas, essa diferença de peso é bem mais significativa, alcançando 19%. Agora, imagine um planeta girando tão rápido que a diferença era de 100%. Nesse ponto, a atração gravitacional do planeta e sua força centrífuga no equador se anulariam. Se o mundo girasse ainda mais rápido, ele se despedaçaria.
Para buracos negros, a situação é peculiar. Devido à sua natureza, eles não possuem uma superfície física – mas ainda assim têm uma taxa máxima de rotação. Além disso, eles são definidos por sua tremenda gravidade, que distorce o espaço e o tempo ao seu redor. O horizonte de eventos marca o ponto de não retorno para objetos próximos, mas não é uma superfície física.
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