
Cães já estavam espalhados por diferentes regiões da Eurásia há cerca de 14 mil anos, muito antes do surgimento das primeiras civilizações. Um novo estudo identificou enterros com até 15.800 anos no atual território da Turquia, trazendo a evidência genética mais antiga já confirmada da relação entre humanos e esses animais, segundo informações do portal Earth.com.
Os principais nomes da pesquisa são William A. Marsh e Lachie Scarsbrook; o estudo foi publicado aqui pela revista Nature.
Os vestígios foram encontrados em Pınarbaşı, um abrigo rochoso na Anatólia Central. No local, cães foram enterrados próximos a humanos, indicando uma convivência possivelmente simbólica. A análise também mostrou que esses animais tinham uma dieta rica em peixe, o que sugere cuidado direto por parte das comunidades.
O arqueólogo Douglas Baird, da Universidade de Liverpool, associou esses fatores ao tratamento diferenciado dado aos cães. Isso indica que eles já ocupavam um papel importante, mesmo entre grupos nômades que viveram milhares de anos antes de a agricultura chegar à região.
Durante anos, cientistas tiveram dificuldade em distinguir ossos de cães e lobos antigos, já que eram muito semelhantes, especialmente em indivíduos jovens. A virada veio com a análise de DNA nuclear, que permite diferenciar claramente as duas espécies e estabelecer linhagens com maior precisão.
Antes disso, as evidências genéticas mais antigas datavam de cerca de 10.900 anos, o que deixava lacunas importantes. Agora, com dados mais robustos, os pesquisadores conseguem mapear melhor a origem e a dispersão dos cães, reduzindo incertezas que persistiam na arqueologia.
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