Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de junho de 2021 · 2 min de leitura ·

Calor do Sol na Terra dobrou em 15 anos

Calor do Sol na Terra dobrou em 15 anos

O que aconteceu há 15 anos? Era 2006 e de acordo com o zodíaco chinês, era o ano do cachorro. A Nasa lançou a sonda New Horizons e a Alemanha sediou a 18ª edição da Copa do Mundo Fifa.

De lá para cá, muito aconteceu, incluindo a chegada da sonda a Plutão e mais três edições do mundial. E muito também piorou. Em um período de 15 anos, entre 2005 e 2020, a quantidade de radiação solar captada na superfície da Terra e nos oceanos dobrou.

O nosso planeta está absorvendo uma quantidade “sem precedentes” de calor do Sol. As novas pesquisas mostram que a Terra está quebrando. O estudo, publicado na revista científica Geophysical Research Letters por cientistas da Nasa e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), é um sinal gritante.

A Terra está seguindo rapidamente para fora dos limites que permitiram a prosperidade das civilizações. Basicamente, é como se o planeta tivesse um “orçamento”. Ele absorve determinada quantidade de energia do Sol e emite de volta um valor igual e oposto para o espaço. Mas a balança está cada vez mais desequilibrada.

Os cientistas investigaram esse desequilíbrio de energia. Atualmente, é de 0,3%, significando que o planeta absorve mais energia do que devolve ao espaço. Essa energia que fica precisa fazer algo. O resultado final é mais calor. Com certeza dá para perceber que o dia a dia está mais quente do que há 15 anos.

Para coletar os dados, os pesquisadores buscaram informações observadas por satélites que olham para o topo da atmosfera, para ver que tipo de energia vem e vai. Eles também utilizaram uma rede de flutuadores autônomos que reúnem dados na parte superior de 2 mil metros do oceano, onde 90% do calor é armazenado.

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