Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Chove no Sol? Entenda como isso é possível

Chove no Sol? Entenda como isso é possível

Quando pensamos em chuva, a imagem é clara: água caindo do céu após a condensação do vapor nas nuvens. Mas e se a chuva fosse feita de plasma superaquecido, com milhões de graus Celsius, caindo em volta de uma estrela, como o Sol?

Parece ficção científica, mas imagens já capturaram esse fenômeno, conhecido como “chuva coronal”, com uma nitidez sem precedentes em 2025, mostrando o plasma caindo de volta na superfície solar.

Sim, tecnicamente chove, mas pode guardar o guarda-chuva. A “chuva” no Sol não tem nada a ver com a água que cai na Terra. Em vez de gotículas de H₂O, o Sol experimenta precipitações de plasma, um gás eletricamente carregado e incrivelmente quente.

Este fenômeno espetacular, conhecido como chuva coronal, é uma visão comum em nossa estrela, mas só recentemente os cientistas conseguiram explicar exatamente por que ele acontece.

O fenômeno acontece na coroa solar, a atmosfera externa do Sol, que é paradoxalmente milhões de graus mais quente que a superfície visível abaixo dela. Este não é um evento raro; segundo a NASA, a chuva coronal é um fenômeno comum, intrinsecamente ligado aos ciclos de atividade magnética do Sol.

Tudo começa com o intenso campo magnético do Sol, que forma arcos gigantescos que se projetam para a coroa, chamados “arcos coronais”. Durante muito tempo, os cientistas se perguntaram como o plasma superaquecido nesses arcos conseguia esfriar o suficiente para “condensar” e cair.

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