Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Chuva de meteoros Geminídeas: observatórios no Brasil registram centenas de ocorrências

Chuva de meteoros Geminídeas: observatórios no Brasil registram centenas de ocorrências

Um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano, a chuva de meteoros Geminídeas atingiu o pico de atividade entre sábado (13) e domingo (14), madrugada que representou a melhor oportunidade para ver incríveis “estrelas cadentes”, que, nesse caso em específico, são bem brilhantes e podem ser até coloridas. 

Entre o fim da noite de sábado e 4h da manhã seguinte (pelo horário de Brasília),  o Observatório Heller & Jung, localizado no município de Taquara (RS), capturou 767 meteoros no decorrer de seis horas, de acordo com Carlos Fernando Jung, pesquisador e responsável pelo local. Isso quer dizer que 14 câmeras registraram uma média de 127 meteoros por hora.

Na mesma ocasião, observatórios do Bate-Papo Astronômico, em Santa Maria, e do Clube de Astronomia do Campus Santo Ângelo do Instituto Federal Farroupilha registraram mais de 200 meteoros cruzando o céu.

A maioria das chuvas de meteoros é gerada por detritos da passagem de cometas. No caso da Geminídeas, no entanto, ela é formada por resíduos do asteroide 3200 Faetonte – uma rocha espacial que “imita” o comportamento de um cometa. 

Esse asteroide mede em torno de 5,8 km de largura e, conforme se aproxima do Sol, vai se tornando mais brilhante (de forma parecida com a que fazem cometas, que são aquecidos e ficam mais ativos e brilhantes quando perdem gases e poeira com o calor). Os cientistas creditam a “atividade cometária” de Faetonte ao sódio.

Por serem mais densas que o habitual, as pequenas rochas espaciais oriundas desse asteroide entram em nossa atmosfera de maneira muito mais lenta, gerando rastros luminosos duradouros e até bolas de fogo esverdeadas.

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