Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Ciência avança na reversão do envelhecimento

Ciência avança na reversão do envelhecimento

Pesquisadores chineses deram passo significativo na busca pela reversão do envelhecimento. Em estudo publicado na Cell Metabolism, cientistas usaram a molécula miR-302b para combater sinais de envelhecimento em ratos, prolongando suas vidas em cerca de 4,5 meses – o equivalente a mais de dez anos para seres humanos.

O tratamento atua diretamente na senescência celular, estágio no qual as células perdem a capacidade de se replicar, liberando substâncias inflamatórias que prejudicam a saúde. Esse fenômeno está associado ao surgimento de doenças, como câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e declínios cognitivos.

Embora os resultados sejam animadores, os cientistas ainda não sabem se os efeitos podem ser replicados em humanos. “Esses achados são bom começo, mas ainda há muitas incertezas“, afirma Irina Conboy, bioengenheira da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

Uma preocupação levantada pelos pesquisadores é a possibilidade de efeitos colaterais em tratamentos de longo prazo. Enquanto em ratos o aumento da vida útil representa poucos meses, em humanos poderia significar anos – período, no qual, complicações, como o desenvolvimento de câncer, poderiam surgir.

Este estudo representa avanço no entendimento de como combater os efeitos do envelhecimento. A descoberta de que a molécula miR-302b pode reverter a senescência celular e melhorar funções físicas e cognitivas abre caminho para o desenvolvimento de futuros medicamentos antienvelhecimento.

Ainda que mais pesquisas sejam necessárias para confirmar a segurança e eficácia em humanos, o estudo marca importante capítulo na longa batalha da ciência contra o envelhecimento.

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