
Há décadas, cientistas investigam o que pode estar escondido sob a imensa camada de gelo que cobre a Antártida. Mas enfrentam dificuldades quando comparado ao Ártico. Enquanto lá basta atravessar apenas dois ou três metros de gelo para encontrar o fundo, no Polo Sul, em algumas regiões, e necessário perfurar quase 5 quilômetros para chegar até a base.
Isso deixa os pesquisadores ainda mais intrigados com o que eles podem encontrar abaixo dessa espessa camada de gelo. Afinal, a Antártida é um continente sólido, recoberto por camada de gelo que esconde detalhes importantes sobre a história do planeta.
No Ártico o processo de perfuração para estudar o que existe sob o gelo é muito mais simples, pois trata-se basicamente de água e um ecossistema que inclui vida microscópica, pequenos peixes, baleias há poucos metros de profundidade, como explica matéria na BBC. Na Antártida isso é um pouco mais complexo.
Para começar, é necessário vencer quilômetros de camadas de gelo para, então, descobrir algo interessante. Cientistas, então, perfuraram a camada de gelo no continente para entender o clima da Terra no passado, explica a IFLScience.
Eles conseguiram perfurar cerca de 2,8 quilômetros até alcançar um leito rochoso para coletar amostras de aproximadamente 1,2 milhões de anos. Além disso, combinaram radares, reflexão sísmica (ondas sonoras de alta potência) e medições de gravidade para entender o que havia nas profundezas.
Em geral, ficou claro que a camada de gelo da Antártida é mais espessa do que imaginávamos originalmente e tem um volume maior de gelo apoiado em um leito rochoso abaixo do nível do mar.
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