
Após anos de espera, o maior museu arqueológico do mundo foi oficialmente aberto ao público neste final de semana. Com cerca de 100 mil artefatos, incluindo a tumba do faraó Tutancâmon, o Grande Museu Egípcio (GEM) promete revolucionar a economia do país.
O espaço ocupa 470 mil metros quadrados, sendo considerado o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização. Ele ainda conta laboratórios de restauração, auditórios, áreas educativas e espaços interativos com tecnologia de realidade aumentada.
A enorme espera, no entanto, com certeza valeu a pena. O museu reúne papiros milenares, têxteis, sarcófagos, cerâmicas e restos humanos mumificados que estão distribuídos em uma exposição permanente. As galerias são organizadas por período histórico, desde o período pré-dinástico até a era Copta, de aproximadamente 3000 a.C., até o século VII d.C. Uma galeria dedicada a Tutancâmon ainda exibe cinco mil itens encontrados no túmulo do jovem rei.
A experiência começa em um átrio imponente, onde fica uma estátua de 36 pés de altura de Ramsés II. Na área externa, os visitantes ainda podem observar belos jardins e uma praça aberta com um obelisco de 87 toneladas. Outra característica marcante é a luz natural, garantida pela presença de dobras do telhado.
O elemento central funcional é uma escadaria de seis andares, que conduz os visitantes por monumentos de pedra e estátuas faraônicas dispostos em ordem cronológica reversa. Em seu topo é possível ter uma vista direta e desobstruída do complexo das pirâmides de Gizé.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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