Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Cometa 3I/ATLAS pode ajudar a identificar tecnologias alienígenas 

Cometa 3I/ATLAS pode ajudar a identificar tecnologias alienígenas 

No ano passado, um visitante vindo de fora dos limites do Sistema Solar chamou a atenção da comunidade científica. Batizado de 3I/ATLAS, ele se tornou o terceiro objeto interestelar já identificado atravessando nossa vizinhança cósmica. 

A passagem do “forasteiro” não apenas despertou a curiosidade do público e o interesse dos astrônomos, como também serviu de oportunidade para testar métodos de busca por possíveis sinais de tecnologia alienígena.

Uma investigação conduzida por pesquisadores ligados ao SETI Institute, organização dedicada à procura de evidências de vida inteligente fora da Terra, teve por objetivo verificar se o objeto emitia algum tipo de sinal de rádio incomum que pudesse indicar uma origem artificial. Como esperado pelos cientistas, nada desse tipo foi encontrado, mas o estudo trouxe informações importantes para futuras pesquisas.

Detectado em julho de 2025 por um telescópio que integra o projeto ATLAS (sigla em inglês para Sistema de Alerta Antecipado para Impactos de Asteroides na Terra), no Chile, o 3I/ATLAS foi batizado assim exatamente por isso: “3I” indica que se trata do terceiro objeto interestelar confirmado pelos astrônomos mais nome do programa responsável pela identificação.

Os dois visitantes anteriores foram o asteroide 1I/’Oumuamua, observado em 2017, e o cometa 2I/Borisov, descoberto em 2019. As análises realizadas até hoje sugerem que todos eles são corpos naturais, formados em outros sistemas estelares e lançados ao espaço interestelar após interações gravitacionais com planetas ou estrelas.

Embora tudo indique que o 3I/ATLAS tenha origem natural, cientistas acreditam que investigar esses visitantes interestelares é essencial para ampliar o conhecimento sobre objetos vindos de outras partes da Via Láctea. Em um comunicado nesta quarta-feira (3), a astrônoma Sofia Sheikh, do SETI, disse que conhecer melhor as características naturais dos visitantes interestelares permite criar uma base de comparação para futuras descobertas. 

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