Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de maio de 2020 · 2 min de leitura ·

Cometa SWAN poderá deixar de ser visível em breve

Cometa SWAN poderá deixar de ser visível em breve

O que você precisa saber

Em 25 de março deste ano o astrônomo amador australiano Michael Mattiazo descobriu um cometa analisando dados do instrumento Solar Wind Anisotropies Camera (SWAN) do observatório espacial SOHO, da Nasa.

O cometa, batizado oficialmente de C/2020 F8, ou “Cometa Swan”, chamou a atenção por uma súbita emissão de hidrogênio, que tem o potencial para torná-lo “o mais brilhante em décadas”. Fotos espetaculares, feitas com longa exposição e divulgadas na internet, aumentaram a expectativa por um espetáculo nos céus.

Credit 🔭📸 by Esposito Raffaele on May 3, 2020 ITelescope Siding Spring Australia pic.twitter.com/gZw4uQU0zg

Infelizmente, parece que o Swan vai desapontar. Segundo Joe Rao, do site Space.com, os cometas mais brilhantes são compostos por grandes quantidades de poeira, que reflete a luz do sol. Swan, entretanto, é um cometa “gasoso”, um tipo que aos nossos olhos não costuma passar de um ponto difuso no céu.

Pesquisadores acreditam que Swan é um “recém-nascido”, um cometa vindo da nuvem de Oort (uma nuvem de objetos entre 100 m e 100 km ao redor de nosso sistema solar) em sua primeira passagem próxima do sol. Estes cometas são cobertos com materiais voláteis, como nitrogênio, monóxido e dióxido de carbono congelados, que evaporam rapidamente mesmo longe do Sol. Isso causa um aumento súbito em seu brilho que pode aumentar as expectativas. Mas depois que esse “gelo” evapora, o brilho diminui drasticamente.

Quando foi descoberto o cometa tinha magnitude +7.2, visível apenas com binóculos ou telescópios. Em 30 de abril ela havia saltado para +5.2, o que o tornava fracamente visível a olho nu em locais com o céu escuro. Mas desde então o cometa perdeu brilho, e atualmente tem magnitude +5.6.

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