
Na semana que vem, o cometa C/2024 E1 (Wierzchoś) atingirá o ponto de maior aproximação com a Terra antes de deixar o Sistema Solar para sempre. Apelidado de “cometa verde” por causa do tom do brilho de sua coma (a nuvem de gás e poeira em torno do núcleo de gelo), o objeto seguirá em uma viagem sem volta rumo ao espaço interestelar.
Descoberto em março de 2024 pelo astrônomo polonês Kacper Wierzchoś, usando remotamente um telescópio de 1,5 metro do Observatório Mount Lemmon, no Arizona, EUA, o cometa vem sendo monitorado por diversos instrumentos desde então.
Entre eles está o Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, que analisou a composição da coma, identificando grandes quantidades de dióxido de carbono sendo liberadas à medida que o cometa se aquecia ao se aproximar do Sol.
Estimativas iniciais apontaram que o núcleo teria cerca de 13,7 km de diâmetro. No entanto, análises mais recentes, ainda em fase de revisão científica, sugerem que esse tamanho pode ter sido superestimado. Novos cálculos devem refinar a dimensão real do objeto nas próximas semanas.
O cometa tem origem na distante Nuvem de Oort, região que abriga trilhões de corpos gelados nos limites do Sistema Solar. Sua órbita é classificada como hiperbólica, o que significa que não completa voltas regulares ao redor do Sol. Em vez disso, ele segue uma trajetória aberta, passando apenas uma vez na vida pela região interna.
Pesquisadores acreditam que o cometa pode ter iniciado sua jornada em direção ao Sol há até três milhões de anos. Ao alcançar o periélio – o ponto de maior proximidade com a estrela – em 20 de janeiro, a mais ou menos 84 milhões de quilômetros de distância, o calor liberou gases como carbono diatômico, que brilham em verde quando são excitados pela radiação solar.
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