Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Como será o eclipse solar do “Anel de Fogo” – todas as fases do espetáculo

Como será o eclipse solar do “Anel de Fogo” – todas as fases do espetáculo

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um eclipse promete transformar o céu de uma das regiões mais isoladas do planeta nesta terça-feira (17). No auge do evento, um “Anel de Fogo” será visível sobre a Antártida, quando a Lua estará cobrindo exatamente o centro do Sol, formando um círculo luminoso ao redor do disco lunar.

Esse fenômeno é chamado de “eclipse solar anular” e acontece durante a Lua Nova, quando ela se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol. Como sua órbita ao redor do planeta não é perfeitamente circular, mas levemente alongada, há momentos em que ela está mais próxima e outros mais distante. Quando está mais afastada, a Lua parece um pouco menor no céu, razão pela qual não consegue encobrir o Sol por inteiro, deixando uma borda brilhante visível ao seu redor – cria o chamado “Anel de Fogo”. 

Pouquíssimas pessoas devem observar o evento presencialmente. Pesquisadores que trabalham em bases científicas no interior da Antártida, como a Estação Concordia, estarão entre os privilegiados. Mas a maioria da plateia, na verdade, será formada por animais (especialmente, pinguins).

Embora a anularidade – fase em que o “Anel de Fogo” aparece – possa ser vista apenas na Antártida, o eclipse será parcialmente será observado em outras regiões do planeta, como o sul da África, o extremo sul da América do Sul e áreas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, onde a Lua encobrirá apenas uma parte do disco solar.

O eclipse começa às 6h56 da manhã (horário de Brasília), quando a Lua tocará pela primeira vez a borda do Sol. Esse instante é chamado de “primeiro contato”. A partir daí, o disco lunar avança lentamente sobre a superfície solar. O movimento ocorre da esquerda para a direita para quem estiver na região de visibilidade.

Com o passar do tempo, a Lua cobre uma parte cada vez maior do Sol. A estrela passa a ter o formato de um crescente brilhante. À medida que a anularidade se aproxima, essa faixa iluminada fica cada vez mais fina. A paisagem gelada da Antártida ganhará uma luz incomum.

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