
A corrida para construir data centers de inteligência artificial no espaço ganhou mais um competidor. A Blue Origin, empresa aeroespacial de Jeff Bezos, protocolou uma solicitação na Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) pedindo autorização para lançar 51.600 satélites dedicados ao processamento de IA na órbita terrestre.
O projeto, batizado de Sunrise, vai complementar os data centers da empresa na Terra – não os substituir.
Se aprovados, os satélites serão posicionados em órbitas síncronas ao Sol, a altitudes que variam entre 500 e 1.800 quilômetros em relação ao nosso planeta. Esta configuração garante exposição solar constante, maximizando a geração de energia através dos painéis solares instalados em cada unidade.
A arquitetura da constelação será dividida em camadas orbitais. Cada camada comportará entre 300 e 1.000 satélites, mantendo uma distância aproximada de 5 a 10 quilômetros entre as unidades.
A Blue Origin argumenta que a combinação entre infraestrutura espacial e terrestre oferecerá maior flexibilidade para empresas que desenvolvem soluções baseadas em inteligência artificial.
A empresa de Bezos destaca três principais vantagens econômicas do processamento de IA no espaço. Primeiro, a energia solar disponível 24 horas por dia elimina custos com eletricidade convencional. Segundo, não há necessidade de aquisição de terrenos para instalação física. Terceiro, dispensa investimentos em infraestrutura de rede elétrica tradicional.
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