
A vida selvagem reúne cenas que vão da disputa feroz entre animais a momentos de absoluta tranquilidade. Essa diversidade inspira o Prêmio Britânico de Fotografia de Vida Selvagem (BWPA, na sigla em inglês), que todos os anos destaca, por meio de imagens, a riqueza natural do Reino Unido.
Na edição de 2026, por exemplo, o fotógrafo Paul Hobson foi o grande vencedor com o registro de um sapo nadando em um lago. Para conseguir o clique, ele construiu uma caixa de vidro que manteve a câmera submersa sob a água. “Calculei a profundidade que a caixa atingiria e ajustei o foco para capturar um sapo, caso ele nadasse na superfície. Disparei a câmera usando um cabo disparador longo adaptado”, explicou o premiado no comunicado oficial do resultado do concurso.
Will Nicholls, Diretor do BWPA, comentou sobre a qualidade dos trabalhos premiados: “Os vencedores deste ano celebram a maravilha, a diversidade e o caráter da vida selvagem britânica de formas verdadeiramente excepcionais. De espécies familiares a momentos raramente vistos, o portfólio demonstra a perícia e a paixão dos fotógrafos por trás da lente. Juntos, eles oferecem uma celebração alegre do mundo natural da Grã-Bretanha, ao mesmo tempo em que nos lembram por que esses lugares e espécies são tão merecedores de nosso cuidado e proteção.”
Mais de 12 mil fotografias foram inscritas, distribuídas em 11 categorias distintas, como Comportamento Animal, Retratos de Animais, Grã-Bretanha Botânica, Preto e Branco, Costa e Marinha, Habitat, Grã-Bretanha Escondida, Vida Selvagem Urbana e Bosques Selvagens.
Sarah Darnell capturou o dinamismo de duas lebres em uma ‘luta de boxe’. “Foi um começo emocionante para minha manhã quando pude testemunhar a agilidade e o esforço de um par de lebres lutando”. relatou a fotógrafa. “Elas estavam tão perto que eu podia ouvir os sopros e ofegos enquanto se apresentavam na minha frente. À medida que a atividade se tornava mais intensa, pelos eram perdidos, e eu adorei como eles permaneceram no topo da cabeça da lebre durante esse tempo frenético. Tão determinadas estavam em vencer a batalha de vontades que ignoraram minha presença deitada no chão à vista de todos.”
De Royston, Hertfordshire, Inglaterra, Mark Parker registrou um falcão-pardal subjugando um estorninho juvenil. Parker explica a cena intensa: “Como o falcão-pardal nunca havia pousado no chão em visitas anteriores ao jardim e sem saber quanto tempo ficaria, eu só queria obter uma imagem para registrar o evento antes de me concentrar em minhas configurações. A história que, eu acho, a imagem retrata é evidente no contato visual entre os dois sujeitos e na forma como eles se agarram, no entanto, o contato visual e o aperto do estorninho juvenil são de puro medo, enquanto os de seu nêmesis são de dominância e alívio por finalmente conseguir uma refeição tão necessária.”
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