
O sindicato global dos jogadores de futebol, a FIFPRO, voltou a demonstrar preocupação com as condições climáticas previstas para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. O alerta ocorre após um novo estudo indicar aumento significativo no risco de temperaturas perigosas durante o torneio.
A análise foi realizada pelo grupo de pesquisa climática World Weather Attribution e aponta que cerca de um quarto das 104 partidas previstas para a competição devem ocorrer em condições acima dos limites de segurança recomendados pela FIFPRO. Segundo os pesquisadores, o risco praticamente dobrou em relação à Copa de 1994, também realizada nos Estados Unidos.
O estudo ainda estima que aproximadamente cinco partidas poderão acontecer em condições consideradas inseguras. Os cientistas utilizaram como base os horários previstos das partidas e o índice WBGT (Temperatura de Globo Úmido), indicador usado para medir a capacidade do corpo humano de se resfriar em situações de calor e umidade.
Segundo a FIFPRO, medidas de resfriamento devem ser adotadas quando o índice ultrapassar 26°C WBGT. Acima de 28°C, o sindicato considera que os jogos deveriam ser adiados. Esse nível corresponde aproximadamente a 38°C em clima seco ou cerca de 30°C em condições de alta umidade.
De acordo com Vincent Gouttebarge, diretor médico da entidade, à agência Reuters, as estimativas justificam a necessidade de implementação de “uma série de estratégias de mitigação com o objetivo de proteger melhor a saúde e o desempenho dos jogadores quando expostos a condições de calor intenso”.
A FIFA informou que já elaborou um planejamento para reduzir os riscos relacionados ao calor extremo. Entre as medidas previstas estão pausas de três minutos para hidratação em cada tempo das partidas, reforço da estrutura médica, sistemas de refrigeração em estádios e áreas para torcedores, e ajustes nos períodos de trabalho e descanso conforme as condições climáticas.
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