
Pesquisadores identificaram, pela primeira vez, uma ligação direta entre um impacto de asteroide e atividade microbiana subsequente. O estudo, publicado na Nature Communications, mostra que crateras formadas por colisões cósmicas podem oferecer condições habitáveis duradouras — uma descoberta que pode ter implicações importantes para a busca por vida em Marte.
O evento que deu origem às evidências ocorreu há cerca de 77,85 milhões de anos, quando um asteroide de aproximadamente 1,6 quilômetro de diâmetro atingiu a região que hoje corresponde à Finlândia. A colisão criou a cratera de Lappajärvi, com cerca de 22 a 23 quilômetros de diâmetro e 750 metros de profundidade.
“Esta é uma pesquisa incrivelmente empolgante, pois conecta os pontos pela primeira vez. Anteriormente, já tínhamos encontrado evidências de que microrganismos colonizaram crateras de impacto, mas sempre houve dúvidas sobre quando isso ocorreu e se foi consequência do impacto ou de outro processo milhões de anos depois. Até agora”, explicou o coautor Gordon Osinski, da Western University.
Os resultados reforçam que, mesmo após eventos destrutivos, impactos de asteroides podem abrir caminho para o surgimento e a persistência da vida em condições extremas.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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