
A adoção de medidas para combater a crise climática é urgente. No entanto, um novo estudo revela que nem mesmo essas importantes ações podem ser suficientes para garantir o futuro de produtos como vinho, café e chocolate.
Essas culturas são vitais para muitas economias e fornecem meios de subsistência para agricultores em todo o mundo. O problema é que elas estão cada vez mais vulneráveis aos efeitos do aumento das temperaturas e a mudança nos padrões de chuva.
De acordo com informações do G1, a produção do cacau, matéria-prima do chocolate, depende de temperaturas estáveis e de umidade constante. A árvore do cacaueiro cresce apenas em regiões tropicais, próximas à linha do Equador. Mas, nos últimos anos, o aumento das temperaturas e a redução das chuvas têm afetado justamente os principais países produtores.
Mais de 60% de todo o cacau do mundo vem de quatro países da África Ocidental: Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões. O problema é que estes países vêm enfrentando períodos de seca mais longos e calor mais intenso, o que tem reduzido as safras. No Brasil, o cenário também preocupa. O país é um dos principais produtores do mundo, mas a maior parte das plantações fica no Nordeste, uma região cada vez mais quente e seca.
No ano passado, ano mais quente que a Terra já enfrentou, a safra de cacau caiu e isso fez o preço disparar. A tonelada de cacau ultrapassou os US$ 11 mil na Bolsa de Nova York, mais que o dobro do valor registrado no ano anterior. Isso significa que o chocolate está pesando mais nos nossos bolsos.
Outros produtos impactados são o café, arroz e as uvas, o que consequentemente pode prejudicar a produção de vinhos. Esse cenário pode afetar diretamente a oferta de alimentos básicos, aumentando a desigualdade e os riscos de insegurança alimentar no mundo.
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