Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

Dentes escavados na África não seriam de Lucy, mas de nova espécie

Dentes escavados na África não seriam de Lucy, mas de nova espécie

Cientistas da Universidade Estadual do Arizona (EUA) sugerem que os dentes fossilizados escavados em um sítio arqueológico na Etiópia, África, pertencem a uma nova espécie de Australopithecus nunca encontrada em nenhum outro lugar.

Mais do que isso: a presença desses fósseis na região de Afar indica que o Australopithecus e os espécimes mais antigos de Homo coexistiram no mesmo local e na mesma época — entre 2,6 e 2,8 milhões de anos atrás.

“Esta nova pesquisa mostra que a imagem que muitos de nós temos em mente, de um macaco, um neandertal e um humano moderno, não está correta — a evolução não funciona assim”, disse a paleoecologista Kaye Reed. “Aqui, temos duas espécies de hominídeos que estão juntas. E a evolução humana não é linear, é como uma árvore arbustiva, há formas de vida que se extinguem.”

Reed é pesquisadora científica no Instituto de Origens Humanas e professora emérita da Escola de Evolução Humana e Mudança Social da Universidade do Arizona. Ela é codiretora do Projeto de Pesquisa Ledi-Geraru, responsável pelas novas descobertas.

Os geólogos explicam que as cinzas expelidas pelos vulcões na região de Afar continham cristais chamados feldspatos, que permitem aos cientistas definir as datas das descobertas arqueológicas.

“Podemos datar as erupções que estavam acontecendo na paisagem quando elas foram depositadas”, disse Christopher Campisano, pesquisador científico do Instituto de Origens Humanas e professor associado da Escola de Evolução Humana e Mudança Social.

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