
O Telescópio Espacial Hubble registrou uma galáxia distante que muitos cientistas acreditavam ser impossível de observar. O resultado ajuda a explicar como o universo deixou para trás a antiga “névoa” de hidrogênio que bloqueava a luz.
Segundo o Space.com, os dados indicam que um aglomerado de estrelas quentes e massivas teve papel importante em tornar o cosmos transparente há bilhões de anos.
A galáxia MXDFz4.4 existia cerca de 1,4 bilhão de anos após o Big Bang e chamou a atenção por emitir luz ultravioleta em uma época em que o universo ainda era dominado por hidrogênio neutro, um gás capaz de bloquear esse tipo de radiação.
Foi durante a chamada Era da Reionização que esse cenário começou a mudar. Aos poucos, o hidrogênio neutro foi sendo ionizado, permitindo que a luz atravessasse o espaço e transformando completamente o aspecto do cosmos.
Ao longo dos anos, os astrônomos concentraram as investigações em alguns candidatos capazes de produzir radiação suficiente para provocar essa mudança:
Em 2023, o Telescópio Espacial James Webb já havia encontrado uma galáxia capaz de ionizar o gás ao seu redor. Desta vez, o Hubble foi além ao detectar diretamente a luz ultravioleta emitida pela MXDFz4.4.
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