Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberta muda o que sabemos sobre origem do Homo sapiens

Descoberta muda o que sabemos sobre origem do Homo sapiens

Ao contrário do que se pensa, os humanos modernos não evoluíram de um ancestral comum. Os Homo sapiens, na verdade, cruzaram com diversas espécies de hominídeos antigos para dar origem às pessoas que somos hoje. Um novo estudo sequenciou o genoma de uma linhagem extinta e descobriu que nossos ancestrais acasalaram com pelo menos três espécies de Denisovanos.

A descoberta explica características adaptativas e genes de algumas populações ao redor do mundo.

A autora do estudo, Dra. Linda Ongaro, explicou que é um equívoco frequente pensar que os humanos evoluíram de apenas um ancestral comum. No entanto, os Homo sapiens modernos (como nós) tiveram origem a partir de diferentes cruzamentos entre hominídeos.

Um desses hominídeos são os Denisovanos. Eles ficaram conhecidos em 2010, quando um único osso de dedo encontrado na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, na Sibéria, permitiu o sequenciamento do genoma.

Antes disso, a ciência acreditava que apenas algumas populações humanas carregavam genes denisovanos, de no máximo 5%, como os habitantes de Papua-Nova Guiné. Posteriormente, outras pesquisas identificaram relações com o material genético denisovano em habitantes do leste e sul asiáticos, e indígenas americanos.

Até então, a teoria era de que encontros pontuais entre Homo sapiens e Denisovanos tinham causado a troca de genes. Um estudo publicado no início deste mês na revista Nature revelou que, na verdade, podem ter sido vários encontros – e entre mais de uma espécie de Denisovanos.

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