
Uma análise realizada por uma equipe internacional de cientistas divulgou nesta semana o verdadeiro culpado pelos incêndios em Los Angeles, na Califórnia: o aquecimento global. Segundo o grupo, a queima de combustíveis fósseis criou as condições que tornaram os incêndios 35 vezes mais prováveis de acontecer.
Além de pontuar a causa do desastre, os pesquisadores chamaram atenção para as preocupações para o futuro e para as desigualdades sociais exacerbadas pelos incêndios.
De acordo com o World Weather Attribution, a queima de combustíveis fósseis criou as condições quentes, secas e de vento que aumentaram as chances de incêndios. A temperatura acima do recomendado também contribuiu: aumentou a sobreposição entre as condições de seca inflamável e ventos fortes (que ultrapassaram os 160 km/h), o que espalhou as chamas da região de vegetação para os bairros de Los Angeles.
Os incêndios começaram em 7 de janeiro e foram contidos apenas nesta semana, com a chuva. Nesse tempo, pelo menos 28 pessoas morreram e mais de 16 mil estruturas foram destruídas ou danificadas.
De acordo com Friederike Otto, colíder da World Weather Attribution, “a mudança climática continua destruindo vidas e meios de subsistência nos Estados Unidos”. No ano passado, a organização já havia pontuado que todos os 10 desastres climáticos mais mortais no mundo desde 2004 tiveram influência do aquecimento global.
Theo Keeping, pesquisador de incêndios florestais do Leverhulme Centre for Wildfires do Imperial College London, disse ao Ars Technica que o aquecimento global criou condições extremamente secas e fáceis “de queimar”.
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