Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

Empresas dos EUA e da Austrália se unem para remover lixo espacial da órbita em 2027

Empresas dos EUA e da Austrália se unem para remover lixo espacial da órbita em 2027

Duas empresas privadas anunciaram uma parceria para desenvolver um serviço contínuo de retirada de lixo espacial na órbita terrestre baixa. A iniciativa busca transformar uma atividade ainda experimental em uma operação comercial regular, capaz de lidar com o crescente volume de detritos ao redor do planeta.

A Portal Space Systems, dos EUA, e a australiana Paladin Space pretendem lançar o  serviço comercial de remoção de detritos (DRAAS, na sigla em inglês). A proposta é realizar missões capazes de capturar vários objetos em uma única operação, reduzindo custos e aumentando a eficiência.

O sistema será baseado na espaçonave Starburst, desenvolvida pela Portal, que pode se movimentar e ser reabastecida no espaço. Ela será equipada com o Triton, tecnologia da Paladin voltada para identificar, classificar e capturar pequenos detritos, especialmente aqueles com menos de um metro e que giram em alta velocidade.

Estudos indicam que existem cerca de 130 milhões de fragmentos de lixo espacial orbitando a Terra. Esse material inclui desde pedaços gerados por colisões até partes de foguetes e satélites desativados. O acúmulo preocupa especialistas, já que aumenta o risco de impactos que podem danificar equipamentos em operação.

Nos últimos anos, algumas empresas já demonstraram que é possível capturar detritos no espaço. No entanto, essas ações ainda são limitadas e, em muitos casos, pontuais. A nova proposta busca ampliar essa capacidade, tornando o processo mais frequente e economicamente viável.

Segundo os responsáveis pelo projeto, a ideia é sair da fase de testes e oferecer um serviço operacional. Eles destacam que satélites são essenciais para atividades como comunicação, navegação e previsão do tempo, o que torna urgente a necessidade de manter a órbita segura.

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