Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Encontro com o Sol pode revelar se visitante interestelar é nave alienígena, diz físico polêmico

Encontro com o Sol pode revelar se visitante interestelar é nave alienígena, diz físico polêmico

Uma das hipóteses mais curiosas sobre o cometa 3I/ATLAS pode ser esclarecida nos próximos dias: seria esse visitante interestelar uma espaçonave alienígena? De acordo com um polêmico físico da Universidade de Harvard, Avi Loeb, a passagem pelo periélio (ponto mais próximo do Sol) será decisiva para desvendar esse mistério.

Descoberto em 1º de julho pelo Sistema de Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS), financiado pela NASA, este é o terceiro objeto confirmado vindo do espaço interestelar, depois do asteroide 1I/‘Oumuamua, em 2017, e do cometa 2I/Borisov, em 2019. Logo ficou claro que se tratava de um cometa, ainda que com algumas peculiaridades que despertaram a atenção dos pesquisadores.

O 3I/ATLAS apresenta uma composição química incomum, além de uma anticauda – um rastro de poeira que aponta na direção oposta ao esperado, fenômeno raro, mas já observado em outros cometas. 

Neste momento, o objeto está se movendo para uma região atrás do Sol, motivo pelo qual está invisível aos telescópios terrestres. Na próxima quarta-feira (29), ele atingirá a distância mínima da nossa estrela.

Os dias em torno do periélio são uma etapa crucial, pois é quando o calor solar faz os cometas liberarem gases e poeira, revelando informações sobre sua estrutura e origem. Antes de desaparecer de vista, o 3I/ATLAS já apresentava atividade a 6,4 unidades astronômicas (UA) do Sol – algo equivalente a 960 milhões de km (mais longe que a órbita de Júpiter). 

A ausência de observações diretas tem alimentado especulações mais ousadas. Loeb, conhecido por propor ideias provocativas, sugeriu que o 3I/ATLAS poderia não ser um objeto natural. Segundo ele, se for uma nave alienígena, ele pode tentar realizar uma “manobra de Oberth”, técnica que usa a gravidade de uma estrela para acelerar e mudar de direção, algo impossível para um cometa.

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