
Há mais de 250 milhões de anos, no final do Permiano, último período da era Paleozóica, a resiliência da vida foi submetida a um teste final. Na ocasião, nove em cada dez espécies marinhas desapareceram, junto com quase 75% das espécies terrestres, num fenômeno chamado, hoje em dia, de “A Grande Morte”, a maior de todas as extinções da Terra.
Muitos estudiosos acreditam que a Grande Morte foi provocada por uma significativa quantidade de erupções vulcânicas na área onde hoje está localizada a Sibéria. Mas, de acordo com um estudo recentemente publicado na Nature Communications, elas seriam apenas um fator que, por sua vez, foi motivado por algo mais.
Agora, especialistas descobriram o que parece ter sido o estopim: traços de um isótopo de níquel que alterou a química dos oceanos, desencadeando um efeito dominó que acabou sufocando animais em todo o globo.
Construir uma teoria sobre a mãe de todas as extinções é um exercício forense em escala épica. Não faltam evidências, desde a ladainha de fósseis a vastas placas de rocha ígnea depositadas em uma série de erupções cataclísmicas há cerca de meio bilhão de anos.
Uma mudança climática global impulsionada por erupções vulcânicas, elevando as temperaturas e roubando o oxigênio dos oceanos: um verdadeiro cenário de filme de terror. Em terra, a história era igualmente sombria. As plantas resistiram bem às mudanças, mas durante milhares de anos, os animais terrestres foram gradualmente desaparecendo.
Teria relação com o aquecimento global, devido a uma onda de gases de efeito estufa? Compostos que destroem a camada de ozônio teriam aberto um buraco na atmosfera? Algo levou ao envenenamento em massa dos oceanos?
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