Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Esse vulcão expele ouro todos os dias e ninguém sabe o porquê

Esse vulcão expele ouro todos os dias e ninguém sabe o porquê

Um estudo publicado em 1991 descreveu um fenômeno incomum no Monte Erebus, na Antártida, onde gases emitidos por um vulcão ativo transportariam partículas microscópicas de ouro cristalino. A investigação envolveu pesquisadores que analisaram emissões do local e amostras de neve e ar ao redor da cratera.

O trabalho indica que o material aurífero teria origem nas emissões vulcânicas e poderia se dispersar por grandes distâncias, alcançando até cerca de mil quilômetros. O mecanismo exato que permite essa formação e transporte, no entanto, permanece sem consenso entre os cientistas.

Segundo os dados apresentados, o fenômeno ocorre em um contexto de atividade contínua de um lago de lava permanente, mas ainda não há explicação definitiva para a forma como o ouro se separa e cristaliza no ambiente atmosférico.

O estudo relata que o vulcão localizado na Ilha de Ross libera cerca de 80 gramas diários de partículas microscópicas de ouro. Essas partículas foram identificadas tanto na neve próxima a cratera quanto na pluma de gases e até na atmosfera da região.

As análises também indicam que o ouro aparece em formato cristalino e extremamente pequeno, com estruturas geométricas observadas em microscópio eletrônico, algumas chegando a aproximadamente 60 micrômetros.

Os pesquisadores apontam que esse comportamento não é exclusivo do Monte Erebus, já que outros vulcões apresentam traços de ouro em suas emissões. No entanto, a forma cristalina encontrada no local seria singular.

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