
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um relatório da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA) dos Estados Unidos revelou no ano passado que a Anomalia Magnética do Atlântico Sul está crescendo. Trata-se de uma região onde o campo magnético da Terra é mais fraco – e cobre parte do Brasil e do sul do Oceano Atlântico.
O fenômeno é monitorado pela NASA, mas sua causa exata ainda não é conhecida. Um novo estudo deu mais detalhes sobre o evento, inclusive que ele não é novidade: a anomalia magnética existe há pelo menos 10 milhões de anos.
Um estudo brasileiro publicado na Nature Communications deu detalhes sobre a anomalia magnética. A equipe analisou a combinação de dados paleomagnéticos da Ilha de Trindade, na costa do Espírito Santo, usando modelos de variação do campo magnético nos últimos 10 milhões de anos.
À revista Super Interessante, o supervisor do trabalho, Gelvam Hartmann, do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências da Unicamp, a origem desse fenômeno está relacionado aos processos no núcleo externo da Terra e à influência do manto. Isso porque ambas camadas têm movimentações próprias, que podem criar áreas de menor intensidade magnética.
Os dados analisados garantiram que o evento realmente aconteceu nos últimos 10 milhões de anos – e talvez mais.
Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.
Entre para comentar.