
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu uma configuração incomum de partículas nucleares, que decaem ao expulsar prótons individuais. A descoberta do 188-astatine descreve interações nucleares nunca observadas, mas que podem ser a chave para a compreensão do comportamento de núcleos atômicos, afirma o ScienceAlert.
Com 85 prótons e 103 nêutrons, o núcleo atômico do 188-astatine é o átomo mais pesado a se desintegrar dessa forma, além de ser o isótopo mais leve do astato (At), que só ocorre na Terra como um “produto de decaimento de elementos mais pesados, e nunca por muito tempo”, explica a matéria.
O astato é considerado o elemento natural mais raro da Terra, porque todos os seus tipos (chamados isótopos) são instáveis e desaparecem rapidamente. Eles duram desde algumas horas até frações ínfimas de segundos, por isso estima-se que existe menos de 1 grama disponível em todo o planeta.
“A emissão de prótons é uma forma rara de decaimento radioativo”, explica Henna Kokkonen, pesquisadora da Universidade de Jyväskylä ao site ScyTechDaily, “onde o núcleo emite um próton para dar um passo em direção à estabilidade”.
Esse é um processo incomum, já que, na maioria das vezes, os núcleos de átomos perdem partículas de outro jeito: liberando nêutrons e prótons juntos (como partículas alfa) ou emitindo elétrons e pósitrons (no chamado decaimento beta).
Descobertas de isótopos são raras em todo o mundo, e está é a segunda vez que tenho a oportunidade de fazer parte dessa história.
Entre para comentar.