Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de novembro de 2023 · 2 min de leitura ·

EUA anunciam bomba nuclear 22 vezes mais forte do que a de Hiroshima

EUA anunciam bomba nuclear 22 vezes mais forte do que a de Hiroshima

O governo dos Estados Unidos planeja desenvolver uma versão moderna da bomba nuclear usada em Hiroshima, no final da Segunda Guerra Mundial. Chamada de B61-13, a arma depende de aprovação do Congresso norte-americano e é mais de 20 vezes mais destrutiva do que a original, que matou 140 mil pessoas no Japão.

Após o anúncio da Casa Branca, a Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (Ican) demonstrou preocupação e descreveu o projeto do novo armamento como “uma escalada irresponsável”.

Anunciar esses planos em meio a conflitos na Europa e no Oriente Médio, nos quais participam países com armas nucleares, é um ato arrogante frente aos esforços para que essas armas de destruição massivas não fossem usadas.

Em comunicado, o governo dos Estados Unidos afirmou que a iniciativa segue “meses de revisão e de consideração” e que a nova arma não é uma resposta “a nenhum evento atual em específico”.

O anúncio reflete um ambiente de segurança em mudança e ameaças crescentes de adversários potenciais. Os Estados Unidos têm a responsabilidade de continuar avaliando e colocar em prática as capacidades que precisamos para dissuadir de forma crível e, se necessário, responder a ataques estratégicos, e assegurar os nossos aliados.

A decisão de construir o B61-13 possibilitará que o Pentágono aposente o B83-1, a última arma com capacidade de megatons no arsenal dos EUA que estava programada para ser aposentada no governo de Barack Obama. No entanto, o governo de Donald Trump defendeu que a arma ainda era necessária e deveria ser mantida, e a administração de Joe Biden, por sua vez, tomou como missão substituir o armamento.

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