
Um dos principais relatórios científicos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o estado do planeta foi publicado sem o tradicional aval dos governos após um impasse envolvendo Estados Unidos, Arábia Saudita, Rússia e outros países. As informações são da BBC.
Segundo o copresidente do estudo, Sir Robert Watson, essas nações “sequestraram” o processo ao rejeitar conclusões centrais da pesquisa, que levou seis anos para ser elaborada.
O relatório Global Environment Outlook (GEO), produzido por quase 300 cientistas, relaciona mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição a padrões de consumo insustentáveis de economias ricas e emergentes.
O documento alerta para um “futuro sombrio” caso não haja uma transição rápida para longe do carvão, petróleo e gás, além de cortes significativos em subsídios a combustíveis fósseis e à agricultura.
Pesquisadores afirmam que a resistência ecoa tentativas recentes, inclusive na COP30, de remover referências à necessidade de abandonar combustíveis fósseis.
O episódio levanta preocupações sobre o futuro dos relatórios do IPCC, fundamentais para embasar ações globais de combate ao aquecimento climático.
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