
Em uma declaração que marca uma guinada estratégica, Elon Musk anunciou que a SpaceX está redirecionando seu foco principal da colonização de Marte para a construção de uma cidade autossustentável na Lua. O bilionário, que no fim do ano passado fez uma longa apresentação sobre os planos para estabelecer uma civilização multiplanetária começando pelo Planeta Vermelho, agora argumenta que a Lua é um objetivo mais viável e alcançável no curto prazo.
“Para quem não sabe, a SpaceX já mudou o foco para a construção de uma cidade autossustentável na Lua, pois podemos potencialmente alcançar isso em menos de 10 anos, enquanto em Marte levaria mais de 20 anos”, afirmou Musk em uma publicação no X, sua plataforma de mídia social. A justificativa técnica é clara: “Podemos lançar um foguete à Lua a cada 10 dias”, enquanto para Marte as janelas de lançamento ideais se abrem apenas a cada 26 meses, quando os planetas se alinham.
A mudança de tom de Musk parece se alinhar com a política espacial revisitada do governo americano. Após uma ordem executiva no final do ano passado, o presidente Donald Trump estabeleceu a meta de levar americanos de volta à Lua até 2028.A SpaceX é contratada-chave da NASA para o programa Artemis, que visa justamente esse retorno lunar.
O novo foco lunar da SpaceX tem um projeto concreto: o Starship Human Landing System (HLS), o módulo de pouso lunar que a empresa está desenvolvendo para a NASA para a missão Artemis 3. Especialistas do setor já alertam para atrasos neste programa, indicando que o veículo ainda não está pronto.
Um cronograma interno da SpaceX obtido pelo site Politico indica que a primeira missão tripulada à Lua só ocorreria em setembro de 2028. No entanto, Musk vê na Lua um campo de testes ideal: “O acesso mais fácil à Lua significa que podemos iterar muito mais rapidamente”.
O documento revela que a SpaceX planeja realizar a primeira demonstração crítica de reabastecimento orbital entre naves Starship apenas em junho de 2026, seguida por um pouso lunar não tripulado em junho de 2027. Esses marcos são considerados essenciais antes de qualquer tentativa de missão com astronautas. A empresa deve apresentar um “cronograma mestre integrado” à NASA em dezembro, reconhecendo que suas projeções estão fora do contrato original.
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