Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

Fósseis atribuídos a mamutes no Alasca eram, na verdade, de baleias

Fósseis atribuídos a mamutes no Alasca eram, na verdade, de baleias

Fósseis de vértebras encontrados no interior do Alasca em 1951, inicialmente associados a mamutes-lanosos, foram reavaliados décadas depois e apontaram para uma origem inesperada em mamíferos marinhos. A análise mais recente indica que os restos não pertenciam a grandes herbívoros terrestres como se acreditava.

O material permaneceu armazenado por mais de 70 anos no Museu da Universidade do Alasca e só voltou a ser estudado com técnicas modernas de datação e análise química. O resultado colocou em dúvida a identificação original feita no momento da descoberta.

Pesquisadores concluíram que os ossos não têm relação com a extinta megafauna terrestre da região e, em vez disso, apresentam características compatíveis com animais oceânicos que viveram milhares de anos mais recentemente do que os mamutes.

O estudo foi publicado no periódico Journal of Quaternary Science por Matthew J. Wooller e sua equipe. Você pode ler a publicação clicando aqui.

Os fósseis foram localizados pelo arqueólogo Otto Geist durante uma expedição na região conhecida como Beríngia, área pré-histórica do interior do Alasca. À época, a interpretação foi de que se tratava de restos de mamutes-lanosos, o que parecia coerente com o contexto geológico e com o tamanho dos ossos.

O conjunto permaneceu guardado no Museu da Universidade do Alasca por mais de 70 anos sem reavaliação profunda. Recentemente, análises de radiocarbono passaram a ser aplicadas ao material, revelando idades entre 2 mil e 3 mil anos, incompatíveis com a extinção dos mamutes, estimada em cerca de 13 mil anos, com populações residuais sobrevivendo até aproximadamente 4 mil anos.

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