
O Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, acaba de encontrar uma galáxia que surgiu apenas 280 milhões de anos após o Big Bang – o que a torna a mais distante (e antiga) já observada.
Essa descoberta revela um pedaço do Universo primitivo tão antigo que sua luz levou mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós. Liderado pelo astrônomo Rohan Naidu, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o estudo foi aceito para publicação no periódico Open Journal of Astrophysics.
Antes do JWST, telescópios como o Hubble e o Spitzer tinham limitações. O Hubble enxerga o infravermelho próximo, mas seu espelho de 2,4 metros permitiu observar apenas uma galáxia com cerca de 500 milhões de anos. O Spitzer, mais especializado em infravermelho, tinha um espelho ainda menor, de apenas 85 cm. Já o JWST, com espelho de 6,5 metros e tecnologia avançada, consegue captar luz de galáxias que surgiram bem antes disso.
Uma das metas principais do observatório é investigar como as galáxias se formaram e evoluíram. Logo após começar suas observações, ele encontrou uma quantidade inesperada de galáxias muito antigas e brilhantes. A maioria delas surgiu menos de 500 milhões de anos após o Big Bang, o que surpreendeu os cientistas.
MoM-z14 é uma dessas galáxias. Seu nome indica o alto “desvio para o vermelho” (z = 14,4), uma medida que revela o quão distante e antiga ela é. O estudo faz parte de uma pesquisa chamada Mirage, que visa confirmar galáxias muito antigas. O achado é surpreendente porque se esperava que galáxias assim fossem raríssimas nesse estágio tão inicial do Universo.
A análise detalhada da luz emitida por MoM-z14 trouxe descobertas sobre sua composição e estrutura. A maior parte da luz vem de estrelas, e não de um buraco negro no centro da galáxia, o que indica a presença de estrelas extremamente massivas e brilhantes. Esse cenário já havia sido previsto por modelos teóricos para o início do Universo.
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