
A Groenlândia é coberta por uma camada de gelo de quase 3 quilômetros de espessura que guarda a história do clima da Terra há milênios. Mas, escondido sob essa superfície branca e aparentemente estática, algo “bizarro” está acontecendo.
Após dez anos de mistério, uma nova análise publicada pelo ScienceAlert mostra que pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, conseguiram explicar por que o interior dessa calota de gelo apresenta deformações em formato de plumas. A resposta? O gelo está sofrendo um processo de convecção, movendo-se de baixo para cima como se fosse rocha derretida no interior de um vulcão.
Tudo começou com imagens de radares que conseguem atravessar o gelo. Normalmente, o gelo da Groenlândia é como um bolo de camadas: a neve cai, é compactada e forma uma linha horizontal perfeita. No entanto, o radar mostrou que, em certas áreas, essas linhas estavam todas “empurradas” para cima, formando estruturas que lembram cogumelos gigantes.
Como o solo abaixo do gelo era plano, os cientistas não entendiam o que estava causando aquele relevo interno. Agora, modelos de computador revelaram que o culpado é o calor do próprio planeta.
Pode parecer estranho falar em “convecção” (o movimento de subida do calor) para algo congelado, mas a física explica:
Normalmente pensamos no gelo como um material sólido, então a descoberta de que partes da camada de gelo da Groenlândia na verdade sofrem convecção térmica, semelhante a uma panela de macarrão fervendo, é tão surpreendente quanto fascinante.
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