Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de janeiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Grande Pirâmide de Gizé pode ser 10 mil anos mais antiga do que se pensava

Grande Pirâmide de Gizé pode ser 10 mil anos mais antiga do que se pensava

Um estudo recente, ainda sem revisão por pares, sugere que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, pode ter sido construída milhares de anos antes do que se tem conhecimento. A proposta desafia décadas de pesquisas arqueológicas consolidadas e reacende debates antigos sobre a origem do monumento.

Compreender escalas de tempo tão extensas não é simples. Para se ter uma ideia, Cleópatra viveu mais perto do lançamento do iPhone do que da construção da Grande Pirâmide, tradicionalmente datada de cerca de 2600 a.C.

Para alguns pesquisadores e entusiastas, no entanto, as pirâmides do Egito têm uma origem muito mais remota. Há hipóteses que falam em civilizações tecnológicas desaparecidas ou até em intervenções extraterrestres. Embora populares, essas ideias não encontram respaldo na arqueologia acadêmica.

Desenvolvida por Alberto Donini, engenheiro da Universidade de Bolonha, na Itália, a pesquisa partiu da análise do desgaste das pedras. Segundo o autor, a erosão causada pelo intemperismo pode funcionar como um indicador indireto do tempo de exposição das superfícies rochosas ao ambiente.

As pirâmides que vemos hoje não correspondem à sua aparência original. Quando foram construídas, eram revestidas por blocos de calcário branco polido, formando uma superfície lisa e brilhante. Essas pedras de revestimento foram retiradas ao longo dos séculos, principalmente para reaproveitamento em construções posteriores, como edifícios erguidos no Cairo.

Com a remoção do revestimento, os blocos estruturais ficaram expostos ao vento, à areia e às variações climáticas, acelerando os processos de desgaste. Algumas partes da pirâmide, no entanto, permaneceram protegidas pela areia acumulada ao redor da base, que dificultou o acesso e preservou certas superfícies.

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