
Descoberto em julho, o cometa 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar já identificado no Sistema Solar. Detectado por sistemas automatizados de vigilância do céu, ele chamou atenção por apresentar uma trajetória incompatível com objetos formados ao redor do Sol, indicando uma origem externa.
Após o alerta inicial, a Agência Espacial Europeia (ESA) organizou uma campanha internacional de observações. Telescópios no Havaí, no Chile e na Austrália foram usados para acompanhar o deslocamento do objeto e melhorar os cálculos sobre sua órbita e velocidade.
Com o avanço do monitoramento, observatórios espaciais passaram a integrar o esforço científico. O Telescópio Espacial Hubble, operado pela NASA em parceria com a ESA, que já havia registrado o 3I/ATLAS em agosto, capturou novas imagens em 30 de novembro, faltando poucas semanas para a passagem mais próxima da Terra.
Desde o início de novembro, o cometa voltou a ficar visível após emergir de trás do Sol. Nessa fase, houve um esperado aumento da liberação de gases, o que permitiu análises mais precisas. O Hubble acompanhou o objeto passando a cerca de 286 milhões de quilômetros da Terra, usando o instrumento WFC3.
A maior aproximação do 3I/ATLAS com o nosso planeta será na sexta-feira (19), quando o “forasteiro” estará a cerca de 270 milhões de quilômetros de distância, que equivale a quase o dobro do espaço médio entre a Terra e o Sol, sem representar qualquer risco.
Além do Hubble, a ESA vêm acompanhando o 3I/ATLAS com uma ampla rede de espaçonaves, incluindo o XMM-Newton, da própria agência, e a Missão de Imagem e Espectroscopia de Raios X (XRISM), liderada pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA). Durante a passagem próxima a Marte, sondas em órbita do planeta também contribuíram.
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