
Uma imagem impressionante capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), foi divulgada nesta terça-feira (10). O registro mostra a Nebulosa do Ovo, em um show de luzes e sombras criadas por poeira recém-ejetada da estrela central, revelando detalhes nunca antes vistos dos estágios finais de um astro.
Localizada a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, a nebulosa esconde sua estrela central em uma nuvem densa de poeira, parecendo uma “gema” dentro de uma “clara” escura. Segundo a NASA, somente o Hubble consegue mostrar a complexidade dessa estrutura.
Essa é a nebulosa pré-planetária mais próxima e jovem já registrada. Esse tipo de estrutura é formado quando estrelas semelhantes ao Sol liberam suas camadas externas até se tornarem nebulosas planetárias. Apesar do nome, não tem relação com planetas.
Estudar a Nebulosa do Ovo ajuda a entender o estágio final da vida das estrelas. A luz da estrela escapa por um “olho” polar na poeira e ilumina o disco expelido há algumas centenas de anos. Essa fase dura apenas alguns milhares de anos, tornando a observação única.
Feixes gêmeos de luz atravessam lóbulos polares e arcos concêntricos mais antigos. A forma dessas estruturas indica que outras estrelas companheiras podem estar escondidas no disco de poeira, influenciando os movimentos.
Estrelas como o Sol perdem suas camadas externas ao esgotar o hidrogênio e hélio. O núcleo quente ioniza o gás ao redor, formando conchas brilhantes observadas em nebulosas planetárias, como a da Borboleta e da Hélice. A Nebulosa do Ovo ainda está em transição, antes de se tornar uma nebulosa planetária.
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