Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Impactos da maior tempestade solar de 2025 são revelados pela ESA

Impactos da maior tempestade solar de 2025 são revelados pela ESA

Há pouco mais de uma semana, a Terra foi atingida por uma sequência intensa de explosões solares. Em apenas 48 horas, o Sol lançou três ejeções de massa coronal (CME) consecutivas que desencadearam uma forte tempestade geomagnética no planeta, que se estendeu por cerca de seis horas.

De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), apesar da intensidade, os impactos sobre tecnologias críticas foram limitados. Além disso, não houve risco biológico direto para a população, já que a atmosfera e o campo magnético da Terra atuam como barreiras naturais contra a maior parte da radiação. Como o Sol alcançou o máximo do seu ciclo atual no início deste ano, eventos assim tornaram-se mais frequentes.

A atividade solar segue um ciclo de aproximadamente 11 anos, alternando fases de maior e menor intensidade. No período de máximo solar, erupções e CMEs são mais comuns, elevando a probabilidade de distúrbios no clima espacial. Defesas naturais e satélites projetados para resistir à radiação reduzem o potencial de danos.

O episódio mais significativo da sequência do início do mês ocorreu dia 11, quando o Sol produziu uma erupção de X5.1 (a explosão solar mais violenta de 2025), que disparou uma CME em direção à Terra a 1.500 km/s. Naquele momento, o planeta já havia sido atingido por um jato “canibal” lançado entre domingo (9) e segunda-feira (10).

No total, a mesma região solar hiperativa gerou quatro erupções e quatro CMEs em apenas três dias. Apesar disso, o efeito geomagnético observado foi menor do que o inicialmente previsto, possivelmente por características específicas daquela área. A sequência terminou na sexta (14), quando a última CME foi emitida após a segunda erupção solar mais poderosa do ano.

O efeito mais imediato foi um apagão significativo nas comunicações de rádio nas regiões voltadas para o Sol. Europa, África e Ásia sofreram interrupções que duraram entre 30 minutos e uma hora. Esses apagões ocorrem porque explosões solares alteram as camadas superiores da atmosfera, comprometendo sinais usados por aviação, navegação marítima e serviços de emergência.

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