Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Índia oferece US$ 1 milhão para quem decifrar escrita antiga

Índia oferece US$ 1 milhão para quem decifrar escrita antiga

A civilização do Vale do Indo, também conhecida como Harappan, foi uma das primeiras a adotar o estilo de vida urbano no mundo. Natural da região onde hoje fica a Índia, essa população antiga vivia em cidades muradas de tijolos e era formada por fazendeiros e comerciantes.

A existência deste povo só foi descoberta há um século, mas as razões por trás do seu declínio repentino permanecem obscuras, sem evidências aparentes de guerra, fome ou desastre natural. A única pista pode estar em uma misteriosa escrita de 5300 anos incrustada em cerâmica. O problema é que ninguém até agora foi capaz de decifrá-la.

Apesar da iniciativa, os cientistas seguem céticos sobre a efetividade da premiação oferecida pelo governo indiano. Eles afirmam que dificilmente haverá pretendentes ao prêmio, uma vez que nem mesmo pesquisadores que se debruçam sobre o tema há décadas conseguiram decifrar o mistério.

Os símbolos parecem se relacionar com as primeiras escritas Brahmi, o sumério e as línguas dravidianas e indo-arianas. Ao todo, tem-se conhecimento da existência de pelo menos quatro mil inscrições no idioma Indo.

No geral, são textos breves, com um comprimento médio de cerca de cinco sinais ou símbolos. O que dificulta o processo de análise e interpretação é a ausência de um artefato bilíngue que permita a correlação dos símbolos misteriosos com outros já conhecidos.

O mesmo ocorreu com outras escritas antigas, inclusive os famosos hieróglifos egípcios. Estes sinais só foram decifrados no século XIX, após a descoberta da chamada Pedra de Roseta, em 1799, por soldados franceses no Egito, que continha o mesmo texto em três grafias: hieróglifos, grego antigo e demótico. 

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