
Apesar dos esforços de autoridades de vários países, os ratos continuam sendo uma presença constante em grandes cidades. No entanto, segundo um novo estudo, o número de roedores tem aumentado expressivamente nos últimos anos.
Os pesquisadores afirmam que esta “infestação” pode ser explicada cientificamente. Diversas causas foram apontadas, mas a principal delas é o aumento das temperaturas provocado pelas mudanças climáticas.
Os cientistas explicam que os ratos são mamíferos de pequeno porte e que não gostam do frio. As temperaturas mais altas permitem que estes animais passem mais tempo buscando alimento e se reproduzindo, o que gera um aumento populacional expressivo.
Isso significa que um clima mais quente e prolongado, em função das mudanças climáticas, oferece meios para que os roedores se proliferem. Nestas condições, até mesmo os odores de comida e lixo podem ser detectados mais facilmente por estas criaturas.
Pesquisadores alertam que vários problemas estão relacionados ao aumento das populações de ratos. Os animais causam danos estimados em US$ 27 bilhões a cada ano nos EUA, além de representarem graves riscos à saúde humana, sendo associados mais de 50 doenças. Há também evidências crescentes de que os roedores têm “grandes impactos na saúde mental” das pessoas que vivem ao redor deles.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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