
Conforme noticiado pelo Olhar Digital nesta segunda-feira (28), a América do Norte vem enfrentando um verão intenso, com registros de temperaturas em patamares sem precedentes no noroeste do Pacífico dos EUA e na Colúmbia Britânica, no Canadá. E, de acordo com cientistas climáticos, essa onda de calor, que já foi um fenômeno raro, tende a se tornar comum.
De uma perspectiva histórica, essa onda de calor ocorre uma vez a cada mil anos. “Mas, uma consequência da rápida mudança climática da Terra é que esses eventos extremos se tornarão muito mais comuns”, afirma Larry O’Neill, da Oregon State University em Corvallis.
Nesta terça-feira (29), os termômetros em Portland, no estado norte-americano do Oregon, atingiram impressionantes 46°C, a temperatura mais alta registrada no local desde que as medições começaram, em 1940. As temperaturas médias para esta época do ano em Oregon são cerca de 23°C normalmente.
Registros semelhantes foram atingidos em toda a região e espera -se ainda maiores índices à medida que o sistema de alta pressão desliza lentamente para o leste.
Segundo o Science News, o calor foi tão extremo que derreteu cabos de energia dos bondes de Portland e fez com que asfalto e estradas de concreto no oeste de Washington se expandissem e rachassem.
Essas altas temperaturas são particularmente perigosas em uma região normalmente fria, pouco acostumada ou preparada para isso, aumentando o risco de mortes relacionadas ao calor e outros riscos à saúde. Os níveis de ozônio na altura do solo, por exemplo, atingiram os mais altos já vistos em 2021, e as reações químicas que formam o gás foram ampliadas por uma mistura potente de alto calor e forte luz ultravioleta.
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