Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

James Webb produz o mapa mais detalhado da “teia cósmica”

James Webb produz o mapa mais detalhado da “teia cósmica”

Astrônomos desenvolveram o mapa mais detalhado já feito da chamada “teia cósmica”, a gigantesca estrutura que conecta galáxias em todo o Universo. O trabalho foi realizado com dados do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, e liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Riverside.

A teia cósmica funciona como uma espécie de esqueleto do Universo. Ela é formada por filamentos de matéria escura e gás que ligam galáxias e aglomerados gigantescos. Entre esses filamentos existem enormes regiões vazias, com pouca matéria espalhada.

Os cientistas conseguiram observar essa estrutura em uma época muito antiga do cosmos, quando o Universo tinha cerca de um bilhão de anos. Hoje, estima-se que ele tenha aproximadamente 13,8 bilhões de anos.

Publicado na revista científica The Astrophysical Journal, o estudo utilizou dados do projeto COSMOS-Web, o maior levantamento já realizado pelo James Webb. O objetivo principal do programa é mapear a distribuição das galáxias ao longo da história cósmica.

Desde que entrou em operação, em 2021, o JWST revolucionou a astronomia moderna. Equipado com instrumentos infravermelhos extremamente sensíveis, o telescópio consegue detectar galáxias muito distantes e pouco brilhantes, invisíveis para observatórios anteriores.

Essa capacidade permite que os cientistas enxerguem regiões escondidas por poeira cósmica e também observem o Universo em períodos extremamente antigos. Como a luz leva bilhões de anos para chegar até a Terra, olhar para objetos distantes significa também olhar para o passado.

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